terça-feira, 6 de março de 2012

Projetos de incentivo à música e Cultura nos bairros

Em outubro do ano passado, precisamente no dia 03, comecei uma investigação a respeito de um projeto intitulado “Projetos de incentivo à música” conforme estava no site da Secretaria de Educação de Jaraguá do Sul.




Dos 3 professores elencados no projeto, apenas um possui Licenciatura, requisito mínimo para ser professor contratado da Rede Municipal de ensino.

Indignado com tal situação elaborei 5 perguntas referentes ao que aparecia no site da Secretaria de Educação, e fui pessoalmente procurar pelo responsável do projeto.

A resposta que eu recebi foi a seguinte:



Achei muito estranho as repostas, contraditórias demais, sendo que em uma delas eu ajudei a diretora de ensino a responder, afinal de contas, o que uma Associação privada sem fins lucrativos tem a ver com um projeto municipal?

O “professor” da referida Associação segundo a própria diretora de ensino faz trabalho voluntário. Então qual a finalidade de divulgar isso? Encher lingüiça? Que tipo de credibilidade a Secretaria Municipal de Educação quer com esse tipo de propaganda?

Trabalhei na Associação de setembro de 2008 até abril de 2011 e nunca vi algum funcionário da Secretaria participar de um ensaio ou de alguma apresentação feita nesse ínterim.

O professor Sebastião Ricardo fez concurso no final do ano passado, para professor de Artes efetivo. Realmente o nome dele consta como professor ACT, mas temos que levar em conta que a partir de agosto do ano passado o ensino de música nas escolas tornou-se obrigatório.

É estranho contratar um professor ACT para atividades extra-classe como disse a diretora, que também não queria assinar as respostas, quando indaguei o porquê, ela só se limitou a assinar sem responder.

No dia 26 de outubro o site da Secretaria de Educação, especificamente na página do projeto foi alterado para o seguinte:


Dúvidas acessem:


No mesmo dia (03.10.11), à tarde, fui à Fundação Cultural de Jaraguá do Sul com as mesmas perguntas. 

Somente no dia 20 de dezembro eu fui informado que o meu ofício foi respondido. 

Dia 23 de janeiro fui até a Fundação para buscar o ofício, mas como a funcionária responsável estava de férias, só no dia 06 de fevereiro eu consegui ter acesso a resposta.

Confiram a resposta da Fundação Cultural sobre o “Projeto de incentivo à música”:


Esperei 5 meses pra receber uma resposta estúpida dessa! Nem o currículo do pessoal citado foram capazes de anexar.

Faço 5 perguntas e recebo apenas meia resposta.

Tenho um amigo, colega de profissão, que uma vez entregou um projeto relacionado à música na Secretaria de Educação aqui de Jaraguá (em 2007, senão me engano).

Ligaram pra ele dizendo que acharam o projeto interessante, quando disse que não possuía licenciatura, na hora foi descartada a sua contratação. Além do próprio funcionário da Secretaria dizer que já havia uma pessoa indicada para a execução do projeto.

O mais interessante é que o projeto aconteceu, mas com outro professor que tem licenciatura.

Vasculhando o Google olhem só o que encontrei por coincidência:



Agora eu entendo de onde veio a indicação...

No dia 23 de fevereiro desse ano aparece no site da Fundação Cultural a seguinte notícia: 
http://cultura.jaraguadosul.com.br/modules/news/article.php?storyid=749 aqui o mesmo “professor” que aparece no site da Secretaria de educação aparece também no Programa Cultura nos bairros.

O que me resta, como profissional da área de música, pensar a respeito do “Projeto de incentivo à música”? E do programa “Cultura nos bairros”? Do nada lançam esses projetos, contratam “professores” sem nem ao menos lançarem um edital e ainda não sabem responder com base nas leis municipais.

Acesso a página da Fundação Cultural quase que diariamente e nunca vi uma convocação ou processo seletivo para participação de profissionais nesses projetos. Simplesmente convidam quem eles bem entendem.

Fiz meu cadastro no site http://cultura.jaraguadosul.com.br/modules/xt_conteudo/index.php?id=440 e nunca recebi um e-mail de confirmação! E olha que eu me cadastrei em 2008. 

Interessante é ter de ouvir de um funcionário da própria autarquia dizer se eu achava que desligando um dos professores do projeto a Fundação iria me contratar.

O simples fato de eu questionar algo obscuro aparenta um pedido de emprego, ou de bico, pois não faço a mínima ideia de que maneira foi feita a contratação desse pessoal (CLT, ACT ou comissionado).